Niemeyer faleceu ontem próximo a completar 105 anos de idade. É inegável a importância do seu trabalho para o Brasil. Admirado em todo o mundo, recebeu os principais prêmios da área.

Uma das características mais marcantes da obra de Niemeyer é a introdução de curvas em uma arquitetura anteriormente marcada pela linha reta. Além disso, suas obras se destacam pela exploração das inúmeras possibilidades do concreto armado e da iluminação e materiais naturais.

Não é o ângulo reto que me atrai. Nem a linha reta, dura, inflexível criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual. A curva que encontro nas montanhas do meu país. No curso sinuoso dos sentidos, nas nuvens do céu. No corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo

Esteve à frente de importantes projetos, como o conjunto de edifícios da cidade de Brasília e do Parque Ibirapuera. Assim como do Sambódromo da Anhembi, edifício Sede da Organização das nações Unidas,  Memorial da América Latina, Pampulha, Edifício Copan, Edifício Califórnia, Edifício Montreal, Edifício Eiffel, Edifício Triângulo, Edifício Califórnia, Casa das Canoas, Sede do Partido Comunista Francês, Pavilhão de Nova York 1939, entre outros muitos exemplos.

Algumas obras 

O Museu Oscar Niemeyer, por sua forma inusitada é popularmente chamado de Museu do Olho ou Olho do Niemeyer.

O projeto do MAC integra a arquitetura com o panorama da Baía de Guanabara, a praia de Icaraí e o relevo do Rio de Janeiro.

 

A capela é considerada a obra-prima do conjunto da Pampulha (1943). Em sua concepção, Niemeyer fez novos experimentos em concreto armado, abandonando a laje sobre pilotis e criando uma abóbada parabólica em concreto. A abóbada seria ao mesmo tempo estrutura e fechamento, eliminando a necessidade de alvenarias. Inicia aquilo que seria a diretriz de toda a sua obra: uma arquitetura onde será preponderante a plasticidade da estrutura de concreto armado, em formas ousadas, inusitadas e marcantes.

capela da pampulha por niemeyer
 

Por fim, a minha preferida Catedral de Brasília. Ela tem 16 pilares em curva, com formato que se assemelha a mãos voltadas para o céu. Para entrar na nave principal é preciso passar por um túnel de chão e paredes negras, pouco luminoso que contrasta com o interior do templo, no qual predomina a luz natural e o encanto do reflexo dos vitrais desenhados pela artista francesa Marianne Peretti.

 
Fotos Google

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